Tagged with Corsivo

25 aprile

Come sempre uno dei miei programmi preferiti, “Le Storie”, e un grandissimo giornalista, quale Corrado Augias è, mi regala parole bellissime in occasione di una festa così emozionante e iportante.

clicca qui per vedere l’inizio della puntata con ospite Morgan.

Contrassegnato da tag , , ,

A democracia num táxi

Su Internazionale del 20 marzo 2009 ho letto questo articolo di José Saramago. A mio parere è davvero molto bello e significativo di come all’estero certe idee, per fortuna, continuino a fare scandalo e scalpore, idee che invece nella nostra Italia, ahimè, abbiamo smesso di prendere sul serio.

Lo riporto dal Blog dell’autore in lingua originale dato che sul sito del settimanale non l’ho ritrovato.

A democracia num táxi

By José Saramago

O eminente estadista italiano que dá pelo nome de Silvio Berlusconi, também conhecido pelo apodo de il Cavaliere, acaba de gerar no seu privilegiado cérebro uma ideia que o coloca definitivamente à cabeça do pelotão dos grande pensadores políticos. Quer ele que, para obviar os longos, monótonos e demorados debates e agilizar os trâmites nas câmaras, senado e parlamento, sejam os chefes parlamentares a exercer o poder de representação, acabando-se ao mesmo tempo com o peso morto de umas quantas centenas de deputados e senadores que, na maior parte dos casos, não abrem a boca em toda a legislatura, a não ser para bocejar. A mim, devo reconhecê-lo, parece-me bem. Os representantes dos maiores partidos, três ou quatro, digamos, reunir-se-iam num táxi a caminho de um restaurante onde, ao redor de uma boa refeição, tomariam as decisões pertinentes. Atrás de si teriam levado, mas deslocando-se em bicicleta, os representantes dos partidos menores, que comeriam ao balcão, no caso de o haver, ou numa cafetaria das imediações. Nada mais democrático. De caminho poderia mesmo começar a pensar-se em liquidar esses imponentes, arrogantes e pretensiosos edifícios denominados parlamentos e senados, fontes de contínuas discussões e de elevadas despesas que não aproveitam ao povo. De redução em redução confio que chegaríamos ao ágora dos gregos. Claro, com ágora, mas sem gregos. Dir-me-ão que a este Cavaliere não há que tomá-lo a sério. Sim, mas o perigo é que acabemos por não tomar a sério aqueles que o elegem.

(da http://caderno.josesaramago.org/2009/03/13/a-democracia-num-taxi/)

Contrassegnato da tag
Iscriviti

Get every new post delivered to your Inbox.